As empresas ligadas ao setor de automação comercial, que em 2005 devem faturar R$ 1 bilhão, esperam um crescimento de 40% em 2006. A previsão é da Afrac (Associação dos Fabricantes e Revendedores de Equipamentos para Automação Comercial). Nos últimos cinco anos a taxa de crescimento anual manteve-se em 20%.
O salto deve-se, em parte, à mudança de comportamento dos comerciantes e empresários, que antes achavam que apenas o varejista precisava aderir a esse tipo de tecnologia, em especial o emissor de cupom fiscal (ECF). “Há alguns anos não existia tecnologia voltada para este segmento de empresas, ou a solução era muito cara ou obsoleta”, explica Wolney Betiol, presidente da Afrac.
Os fabricantes de impressoras e outros equipamentos necessários para emissão de nota e cupom fiscal detêm a maior parcela nos resultados globais do setor. Em 2004, faturaram R$ 247 milhões, seguidos pelas revendas, R$ 233 milhões. Os fornecedores de suprimentos registraram R$ 230 milhões; software-houses R$ 113 milhões e as assistências técnicas R$ 100 milhões.
O custo-benefício do investimento em automação é baixo se comparado aos avanços incorporados pelo negócio, diz a associação. Os ganhos e a produção podem ser potencializados em cerca de 20% a 25%. Contudo, o grande desafio ainda é cultural. Muitos empresários ainda têm medo do desenvolvimento tecnológico e é necessário fazê-los perceber que se trata de uma ferramenta que irá ajudar o seu próprio empreendimento. Outro entrave é a questão legislativa, já que não existe unificação nacional em termos dos parâmetros necessários para a emissão do cupom.