Uma etiqueta que permite a leitura do código de barras apenas se o alimento estiver dentro do prazo de validade e em boas condições para consumo é a novidade que uma empresa francesa está testando em alguns supermercados europeus. Caso se mostre eficaz, a etiqueta batizada de Traceo poderá ser adotada em alimentos que devem ser mantidos em refrigeração.
A etiqueta é transparente e sensível e, ao ser aplicada sobre o código de barras, funciona como um indicador microbiológico de ruptura da cadeia de refrigeração. Ou seja, se a temperatura do alimento cair abaixo do nível mínimo recomendado, ou se elevar além do permitido, a leitura do código de barras se tornaria impossível e o alimento não passaria pelo caixa do supermercado.
Em casa, ela funcionaria do mesmo jeito: se sofrer uma queda significativa de temperatura na geladeira, a etiqueta se tornaria opaca e o consumidor saberia que aquele alimento pode estar sob um processo de proliferação de microorganismos. Para as associações européias de consumidores, esse pode ser um bom mecanismo para evitar que produtos que passaram por freqüentes oscilações de temperatura nos postos de venda – tendo sua qualidade comprometida – sejam comprados pelo consumidor como se estivessem em perfeitas condições de conservação.