O terminal magro – ou thin client – é outro recurso importante para reduzir o tamanho e a complexidade do parque de TI. Concebido para ser empregado numa arquitetura centralizada, na qual as aplicações rodam em servidores compartilhados por todos os usuários, o thin client é um hardware enxuto. Tem basicamente uma placa com processador, memórias RAM e flash, placa de rede local e portas USB. Tudo acondicionado num gabinete de tamanho reduzido, fácil de ser transportado. Em alguns modelos, a fonte de alimentação é externa, para facilitar a troca, caso queime. Além disso, é equipado com versões simplificadas dos sistemas operacionais Windows CE, Windows XP ou Linux, que vêm gravadas na memória Flash. Com isso, o thin client pode fazer o gerencimento de conexões de rede e rodar aplicações leves, como o Skype, o Office Viewer e o PDF Viewer.
Um estudo do Gartner revela que, dependendo da aplicação e, principalmente, do nível de gerenciamento, o TCO de uma arquitetura centralizada em servidores (server-based computing), com thin clients como estações-clientes, é de 12% a 48% menor do que o de ambientes com PCs nas mesas dos usuários. Num primeiro momento, a compra de thin clients pode não parecer muito vantajosa, já que a empresa precisa investir pesado em infra-estrutura para o gerenciamento dos terminais. “Quando se compara tudo, o custo de uma solução centralizada baseada em thin client pode ficar muito próximo do preço de uma com PC”, afirma Cláudio Princz, gerente de marketing da fabricante brasileira de terminais magros Tecnoworld. As vantagens só aparecem no longo prazo. A vida útil de um terminal magro, por exemplo, é bem maior do que a de um PC. Pode chegar a até dez anos, segundo os fabricantes. Além disso, o thin clients não tem peças mecânicas, como disco rígido, ventilador ou motores, o que diminui a ocorrência de defeitos. Mas se acontecer, basta substituir o terminal por outro, praticamente sem interrupção do trabalho nem a necessidade de recuperar os dados do disco rígido. Outra vantagem é que a atualização das aplicações é mais fácil, por estarem centralizadas no servidor. Em 2005, foram vendidos 90 mil terminais enxutos no Brasil, de acordo com a IDC. Para 2006, a estimativa é de que as vendas saltem para 120 mil a 150 mil equipamentos.